Empatia: uma das maiores virtudes do ser humano

Um líder empático, assim Rafa Vázquez foi apresentado no início do Master Class “El talento en la era digital”, realizado em Barcelona pela Feda, uma empresa alemã que promove talentos comercializando estudo de idioma + experiência profissional em grandes empresas. Rafa é consultor da Mind the Gap Team e, ao final da sua palestra, eu entendi o porque de estar diante de um líder empático. A palavra líder no seu sentido literal pode até não fazer muito sentido, ele mesmo riu e brincou quando o nomearam assim, mas em uma tarde de sexta-feira, em uma cidade multicultural, ele liderou com MUITO propósito e conhecimento um grande grupo interessado em conhecer mais sobre a era digital.

As ideias apresentadas pelo Rafa vão ao encontro da minha proposta como profissional: priorizar pessoas e promover um marketing verdadeiro, da real essência de uma empresa ou de um empreendedor. Por isso criei o Comunicando Virtudes, um programa autoral que contribui para reconhecer e expressar com empatia as virtudes de uma empresa / profissional no mundo digital. Com o Rafa reafirmei a ideia de que atuar com propósito e valorizando as minhas virtudes é o caminho certo. Para mim, não tem como eu não ser eu em tudo que faço, e isso que deixa a minha marca por onde passo. Estou em um novo desafio de vida, morando na Europa para me aperfeiçoar em diferentes sentidos, e durante a troca com o Rafa eu tive mais uma certeza: assim devem ser os profisisonais – que passo a nomear de talentos – do futuro. Com as máquinas substituindo pessoas é preciso reiventar-se, desaprender para aprender sobre o novo, estar aberto às mudanças, ao mundo… estamos em plena revolução tecnológica, é preciso saltar!

Empatia é uma virtude para novas ideias, diferentes pensamentos e relações mais autênticas – Rhaiane Sodré

Surpreenda-se com esse vídeo 

Olhar atento aos movimentos externos geopolíticos, sociais e tecnológicos deve fazer parte da criação das estratégias de uma empresa. Manifestos de gêneros, inteligências cada vez mais coletivas, o celular como extensão do nosso corpo, sensores capazes de captarem dados e conectados a elementos do nosso cotidiano, moedas virtuais como uma rede de transação imutável, impressoras 3D reduzindo postos de trabalho e gerando economia de armazenamento e logística dos empresários. Todas essas transformações refletem nos negócios, na relação com o cliente e na vida diária. Segundo Rafa, em 2030, vamos viver a era da “La Singularidad”, em que os algoritmos terão consciência de si, serão independentes, verdadeiras máquinas com consciência.

É possível fugir de tudo isso? Acredito que não, e digo mais: talvez a sua carreira possa estar ameaçada. O pensamento não deve ser de fuga e sim de pensar em aprender mais para encontrar o seu caminho. E digo aprender mais sobre tecnologia, internet das coisas, inteligência artificial, e sobre pessoas, principalmente, sobre você, sua essência e virtudes. O seu propósito como humano diante deste novo cenário, em que o sentimento será o diferencial com robôs substituindo o trabalho de pessoas. Acredito nas virtudes como um grande diferencial, elas direcionam nossas vidas, nutrem nossos relacionamentos e dão paixão para o nosso propósito.

“A grande pergunta será: como humanizamos as marcas? Ser humano será muito importante, valioso, algo que a tecnologia não terá”, aposta Rafa Vázquez.

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Empatia + Virtudes

O que muda nas corporações com a era digital?

Rafa Vázquez, que acumula passagens por empresas como Nespresso e Swarovski, aposta na valorização das empresas para as seguintes qualidades: competência digital, empatia (e aqui inclui conectar, colaborar e co-criar), atuação mais “soft” com propósito e storyteller, conceito “be water”: flexibilidade absoluta para trabalhar com diferentes personalidades e cenários.

“Outro conceito é o Knowmad, de aprender a aprender, que nos direciona para uma inteligência mais horizontal a diferentes disciplinas. É importante o contínuo questionamento do que eu já aprendi para desaprender e, assim, estar aberto para as novas ideias. A vulnerabilidade é a nova fortaleza, pois quando eu a assumo e busco a ajuda de profissionais que sabem, eu gero a empatia”, ressaltou.

Colaboradores engajados é a melhor maneira de fazer negócio, pois é sinônimo de clientes felizes. E não é só um discurso de equipe, deve ser algo cada vez mais humano mesmo, com menos burocracia interna para as possibilidades de inovações e mais envolvimento com o centro das organizações: os clientes. Destaco também que comunicar as virtudes de uma empresa, a real essência da uma marca, é o melhor marketing que pode ser feito. Por ser mais humanizado e verdadeiro, ele gera empatia e engajamento com todos os envolvidos.

Saltemos juntos nessa era digital?

“Si quieres que tus sueños se vuelvan realidad, es necessario despertar” Amborse Bierce – jornalista.

Um abraço virtuoso, Rhaiane Sodré

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